Médicos
do hospital em que o heptacampeão está internado na França afirmam que,
se não fosse o capacete, o alemão não teria resistido ao acidente de
esqui
- Ele chegou com um grave traumatismo,
hematomas intracranianos e um edema difuso. Assim que fizemos o
escaneamento e vimos que a situação era crítica, o operamos com urgência
para liberar a pressão em sua cabeça. Infelizmente, ele tem algumas
lesões no
cérebro. Eu diria que este acidente aconteceu no lugar certo porque ele
foi
levado para o hospital imediatamente e operado logo que chegou. Ele está
mantido em estado de coma artificial, com hipotermia, para manter sua
temperatura em torno de 34 graus. Sua condição é crítica. Reanimamos o
paciente, mas seu estado é muito grave. Estamos fazendo o possível para
melhorar
seu prognóstico. No momento, não podemos nos pronunciar sobre seu
futuro. Podemos
dizer que ele está lutando por sua vida. Estamos trabalhando hora a
hora, mas é
muito cedo para dizer o que vai acontecer e ter um prognóstico. Achamos
que o
capacete ajudou. Sem o capacete, ele não estaria aqui agora – disse o
chefe
anestesista, o professor Jean-Francois Payen.
O médico Stéphane Charbardes, no entanto, lembra que a proteção na cabeça não impediu que o alemão sofresse traumas graves. A equipe explicou que o impacto foi em alta velocidade e que atingiu o lado direito do crânio do ex-piloto. Charbardes disse também que todas as atualizações sobre o estado de saúde do ilustre paciente estão sendo diretamente repassadas à família. A esposa de Schumacher, Corinna, está no hospital com os dois filhos do casal (Gina-Marie, de 16 anos, e Mick, de 14) e também tem a companhia no Dr. Gérard Saillant, amigo da família e especialista em lesões de cabeça e coluna.
- O capacete não foi o suficiente para protegê-lo completamente. Mas ele realmente ajudou. Vemos muitos ferimentos na cabeça como este. Estamos em contato constante com sua família. Neste momento, não vemos que ele precisa de uma segunda operação - disse Charbardes, que evitou comentar qualquer possibilidade de sequela.
De acordo com os especialistas, as chances de óbito em casos de traumatismo craniano como o de Michael Schumacher são de 40 a 45%. Apesar dos dados, o professor Jean-Francois Payen garantiu que existem exemplos de pacientes que escaparam com vida deste tipo de lesão.
- Nas mortes precoces em traumatismos craniano graves, se olharmos a literatura médica, se fala em 40 a 45% dos pacientes. São números e eu não trabalho com estatísticas, mas com pacientes. Portanto, vamos trabalhar - disse, em entrevista à emissora de televisão "RMC.
Em comunicado divulgado pela assessoria de imprensa de Schumi, o ex-piloto de 44 anos chegou ao hospital com "traumatismo craniano grave, em coma, o que exigiu intervenção neurocirúrgica imediatamente". Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Ross Brawn, com quem o piloto trabalhou na Benetton, na Ferrari e na Mercedes, também estiveram no hospital para prestar solidariedade à família.
Fonte: G1
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